Aos funcionários, colaboradores e leitores de Caros Amigos,

Nesta quarta-feira, 18 de junho de 2008, comunicamos nossa saída da Caros Amigos.

Desde a morte do editor e fundador de Caros Amigos, Sérgio de Souza, em 25 de março de 2008, procuramos levar adiante seu projeto e visão editoriais. Foram três edições regulares (abril, maio, junho) e duas edições especiais. Nesse período, embora esperássemos mudanças por parte da nova direção, não imaginávamos que estas seriam tão contrárias àquilo que ainda nos mantinha no projeto e ao que sempre norteou o dia-a-dia da redação: liberdade de opinião, transparência nas decisões e, sobretudo, o diálogo.
Nunca houve nenhum tipo de articulação e também nenhuma oposição ou tentativa de interferência ao processo de sucessão do editor. Em nenhum momento qualquer das pessoas que assinam essa carta duvidou que Mylton Severiano estivesse apto para assumir a direção da revista.
Com o fechamento da edição especial de Meio Ambiente, no último dia 12, concluímos que esse número já não condiz com a proposta da revista idealizada por Sérgio de Souza.
Por último, somos solidários a Thiago Domenici, secretário de redação, que foi demitido arbitrariamente por telefone e sem direito a aviso prévio na última sexta-feira, 13 de junho.

São Paulo, 18 de junho de 2008.
Cylene Dworzak Dalbon (repórter)
Jackson Viapiana (estagiário)
Léo Arcoverde (repórter)
Mariana Nóbrega (assistente de arte)
Mariana Santos (estagiária)
Natália Mendes (estagiária)
Rodrigo Aranha (repórter)
Rodrigo Mendes (texto)
Vinícius Souto (assistente de redação)

Renato Pompeu (editor especial) também pediu demissão e também assina esse manifesto, mas sua posição é diferenciada, pois reconhece a autoridade da direção da revista, porém julga que a única coisa que o atraía na redação, o bom ambiente de camaradagem no trabalho, deixou de existir.

Em solidariedade a Thiago Domenici, também saem da revista: Mariana Camarotti (correspondente na Argentina), Fernando Evangelista (repórter) e Lilian do Amaral (texto).

Alguns comentários que merecem comentários:

larissa:

eu queria saber sobre o tema:etica-ter ou naom ser
porque eu nao achei nada nesse saite
q fala sober etica-ter ou nao ser
gostaria que me respondece
logo

From A manipulação da indústria jornalística, 2008/05/31 at 2:40 PM

carol:
eu queria saber o que é uma etica pq nessa bosta aki naum esta espliocand nadaaaa
From A manipulação da indústria jornalística, 2008/05/26 at 1:50 PM

Ok, vamos lá….respira e inspira…!

Depois de ler esses dois comentários redentores, vou primeiro responder nossas amigas e depois esclarecer algumas coisas.

1 - Larissa, não sou especialista em ética. Sou jornalista e escrevi sobre a indústria do jornalismo que, automaticamente, joga toda a ética da profissão no lixo. Não vou explicar mais sobre o texto pois, se você realmente tivesse lido somente o título, já saberia que não era o que você procurava. Logo, infelizmente não posso te ajudar.

2 - Carol, querida. Nessa bosta você não vai achar nada explicando sobre ética porque não escrevi sobre ética. Simples assim. Não venha jogar sua raiva em alguém que não tem nada a ver com a sua incapacidade de procurar alguma coisa no google. Passar bem.

Agora, os esclarecimentos:

Fiz esse post, depois de tanto tempo sem atualizar esse site, especificamente para os dois comentários acima porque estou cansada de me acharem com cara de fonte de pesquisa fácil pra trabalho de escola. Existem profissionais que fazem isso, se vocês não quiserem perder seu tempo.
Quanto a mim, publico aqui o que bem entender. Se quiser falar sobre passarinhos cantando em cima das árvores, vou falar. Se quiser fazer denuncias de abuso policial, faço também. O espaço é meu e as pessoas que lêem se identificam com ele. Que bom, pelo menos eu não sou a única no mundo que tem divagações assim. Então por favor, não me peçam ajuda pra analisar a personagem xis de Nelson Rodrigues numa crônica porque é tema de seu trabalho. Fiz um estudo sobre o teatro de Nelson e o que precisa ser publicado está aí. Se o que temos de conteúdo nesse site ajudou vocês de alguma forma, fico feliz de verdade em saber disso. Se não ajudou, sinto muito, procurem outra fonte de pesquisa.

Pode parecer bobagem eu falar tudo isso por causa de dois comentários. Mas não é. Acho absurdo que algumas pessoas achem que eu tenho a obrigação de disponibilizar a elas aqui, tudo o que elas precisam de conteúdo de trabalho.

Pronto, falei.

E só pra constar: os comentários vão ficar lá….não vou apagá-los. Só espero que essas duas não sejam futuras jornalistas, caso contrário, vão ter que aprender a fazer pesquisas na marra….!

Logo logo eu volto com posts mais animadores. Prometo!!!!

Abraços,

Cylene Dworzak Dalbon

Do Segundas Intenções

Por Cylene Dworzak Dalbon

Serjão

É com enorme tristeza que atualizo hoje este blog, depois de tanto tempo, com uma notícia dessas. Morreu, nesta terça-feira, dia 25 de março de 2008, Sérgio de Souza, o Serjão, editor e um dos fundadores da Revista Caros Amigos.

Ainda estou tentando acreditar que era o nosso Serjão. A sensação é a de que, dia desses, ele estará sentado em sua mesa, nos dando a honra de sua presença na redação de Caros Amigos. O dia de hoje ficará na lembrança como o dia em que perdemos não só um mestre, mas também, um enorme exemplo de ser humano. 

Definir Sérgio de Souza é uma tarefa para poucos e, portanto, não vou ousar fazê-lo. Deixo isso a cargo do Myltainho, no texto abaixo. Só gostaria de deixar registrada a imensa dor que todos nós que conhecíamos o Serjão estamos sentindo.

A Revista Caros Amigos permanecerá de luto por muito tempo. Mas sei que superaremos juntos a dor e nos manteremos unidos e fortes para tocar este projeto que chega ao seu 11º aniversário mantendo a mesma ética e qualidade jornalística, fruto de um sonho do próprio Serjão.

Quanto a mim, só tenho a agradecer a este mestre com quem tive a honra de trabalhar e conviver no último ano. Sem dúvida é um dos caras que me fizeram escolher este caminho na profissão. Descobri que outro jornalismo é possível, que outro mundo é possível. É este caminho que vou seguir. E sempre com a imagem do Serjão sentado em sua mesa, com o lápis na mão e um sorriso discreto, porém sempre muito afetuoso no rosto.

 ___________________________________________________________________________________________________

Foi-se Sérgio de Souza, o nosso Serjão


Mylton Severiano*

Morreu em São Paulo aos 73 anos o jornalista Sérgio de Souza, o Serjão. Operado dia 10 de março de 2008 em razão de uma perfuração no duodeno, morreu em decorrência de complicações na madrugada de hoje, terça-feira, 25 de março, no Hospital Osvaldo Cruz.
Sérgio deixa viúva a jornalista Lana Nowikow, com quem teve três de seus sete filhos.

Nascido em 1934 no Bom Retiro, bairro tradicional no centro da capital paulista, Serjão era um autodidata. Não chegou ao curso “superior”, mas fez-se na rua e nas redações “doutor” em jornalismo. Bancário, recém-casado, viu uma notícia na Folha de S. Paulo no fim da década de 1950, do tipo “você quer ser jornalista?”, e para lá se dirigiu. Fez um teste e, aprovado, entrou para a reportagem do jornal da Barão de Limeira, onde nos conhecemos.
Quatro anos depois, a convite de Paulo Patarra, transferiu-se para Quatro Rodas, da Editora Abril. Ali, em 1966, faria parte da equipe que fundou e lançou REALIDADE, cujo forte era a reportagem, revista “cult” daquela editora e maior sucesso jornalístico do gênero neste país.

Avesso a entrevistas, até tímido diante de uma câmera, microfone ou mesmo um colega de caneta e papel na mão, Serjão não deixou muitas pistas sobre sua vida particular, onde estudou, que preferências tinha em matéria de literatura, cinema, e outras trivialidades que costumam compor um necrológio. Certo é que Sérgio de Souza é o último monstro sagrado vivo que se vai de uma geração que fez, além de REALIDADE: a revista quinzenal de contracultura O Bondinho; o jornal mensal de política, reportagem e histórias em quadrinhos Ex-; o programa de televisão 90 Minutos na Bandeirantes – entre dúzias de trabalhos.
Há onze anos, em abril de 1997, Sérgio lançou, com amigos e associados, a revista Caros Amigos, que vinha dirigindo até duas semanas atrás.

A importância de Serjão para o jornalismo pátrio é discreto como sua figura e incomensurável como seu tamanho – pois se dá justo naquele trabalho quase anônimo do editor, do editor de texto, da palavra seca, cortante, exata, da melhor linha humano-política na orientação ao repórter, ao subeditor, ao chefe de arte, ao departamento comercial, advinda de um caráter íntegro e de um senso jornalístico próprio dos gênios.
Dedicou 50 anos à profissão, na qual não fez fortuna, ao contrário: deixa dívidas. Aliás, uma de suas últimas criações foi o “Anticurso Caros Amigos – Como não enriquecer na profissão”.

Aos que o sucedem em Caros Amigos, fica a desmedida tarefa de homenagear sua memória fazendo das vísceras coragem e coração para tocar o barco em frente.

*Editor-executivo de Caros Amigos

Atualmente suas maiores fontes de informação vem de blogs e sites menos expressivos ou de jornais e revistas famosas?

Revi o vídeo abaixo ontem. O programa é nota 10 e entrevistado também. Não é curto mas vale cada minuto, assista! (Prometo comentá-lo quando o tempo me permitir).

 

 

Breve biografia (bem resumida)

Luís Carlos Prestes

Político e líder comunista brasileiro

Comandante de uma extraordinária e revolucionária marcha, a Coluna Prestes, e líder do Partido Comunista Brasileiro (PCB) por mais de 50 anos, Luís Carlos Prestes foi uma das figuras da América Latina mais perseguidas do século XX. Nascido em Porto Alegre (RS), cursou a Escola Militar do Rio de Janeiro.

Transferido para o Rio Grande do Sul, liderou no Estado uma revolta tenentista contra o governo de Arthur Bernardes em 1924. Compostos por jovens oficiais do Exército, os “tenentes” pretendiam levantar a população contra o poder da oligarquia governante e, por meio da revolução, exigir reformas políticas e sociais, como a renúncia de Bernardes, a convocação de uma Assembléia Constituinte e o voto secreto.

Depois de vários combates, os gaúchos foram ao encontro das tropas paulistas rebeldes comandadas por Isidoro Dias Lopes e por Miguel Costa, em Foz do Iguaçu (PR), formando a Coluna Prestes, com o propósito de percorrer o Brasil para propagar as idéias tenentistas. Os integrantes da Coluna realizaram uma incrível marcha pelo interior do país, percorrendo, a pé e a cavalo, cerca de 25 mil km. A marcha terminou em 1927, quando os revoltosos se exilaram na Bolívia.

Nesse país, Prestes conheceu Astrogildo Pereira, um dos fundadores do PCB. Convertido à ideologia marxista, viajou para Moscou (ex-URSS) em 1931. Retornou clandestinamente ao Brasil em 1935, casado com a comunista judia alemã Olga Benário. Depois de comandar o fracassado golpe conhecido como Intentona Comunista (1935), com o intuito de derrubar o então presidente Getúlio Vargas e instalar um governo socialista, foi preso e sua mulher entregue à Gestapo (polícia política nazista) e deportada grávida para a Alemanha, onde morreu em um campo de concentração (1942).

Após ser solto com o processo de redemocratização (1945), Prestes elegeu-se senador pelo PCB. Com a cassação do registro do partido (1947), teve a prisão preventiva decretada e foi obrigado a retornar à clandestinidade. Sua prisão preventiva foi revogada em 1958, mas, com o golpe militar de 1964, o líder comunista voltou a ser perseguido. Em 1971, conseguiu sair do país e se exilou na antiga URSS. Com a anistia de 1979, retornou, mas afastou-se do PCB.

Fonte da biografia: Klick Educação
Direitos do Vídeo: TV Cultura

Do Segundas Intenções

Por Raphael Gregolin

Recentemente saíram em vários jornais, blogs e revistas, a exemplo de Caros Amigos e Veja, matérias especiais sobre os 40 anos da morte de Che Guevara e como não poderia deixar de ser, daremos o nosso pitaco! É verdade que estamos um pouco atrasados, a matéria está pronta a um mês, mas devido a problemas de agenda e acúmulo de trabalho, só pudemos disponibilizá-la agora.

Antes de tudo, farei breves considerações sobre as matérias publicadas pelas duas revistas supracitadas.

A Veja optou por desmoralizar Che com ataques pessoais na tentativa de desmistificar sua imagem. Bom, ninguém mais gabaritado para retrucá-la do que um dos maiores biógrafos de Che Guevara, Jon Lee Anderson.

Primeira mensagem enviada num e-mail circular a jornalistas brasileiros:
http://pedrodoria.com.br/2007/11/12/veja-che-guevara-e-jon-leeanderson-seu-biografo/

Resposta de Diogo Schelp:
http://pedrodoria.com.br/2007/11/14/reinaldo-azevedo-defende-vejadas-acusacoes-do-biografo-de-che/

Tréplica de Jon Lee Anderson:
http://www.pedrodoria.com.br/2007/11/18/jon-lee-anderson-e-sua-treplica/

Preciso dizer mais? (rs)

A Caros Amigos por sua vez optou por fazer uma abordagem diferente da usual e segundo suas próprias palavras: “A maioria dos trabalhos jornalísticos, publicados fora de Cuba sobre o Che, cuidam mais de suas ações do que de suas idéias. Esta edição procura mostrar que, além de exímio combatente, ele era, apesar da pouca idade, um intelectual de futuro tão grandioso como o do guerreiro que fez história.”

É uma edição digna de colecionador e se você ainda não leu corra até a banca mais próxima ou compre direto no site:
https://www.virtualclub.com.br/shop/caloja/catalogo.asp?ses=ede

Por fim e não menos importante, lançamos o especial do JSI. Nele procuramos não nos assemelhar a nenhuma publicação. No artigo cito o que acredito ser o segredo do sucesso e o que mantém Che Guevara vivo até hoje além de fazer um balanço entre seus erros e acertos.

O verdadeiro Che.

O verdadeiro Che

La Higuera, Bolívia. 9 de outubro de 1967. Por volta das 13h10.

Um homem sujo e vestido de trapos encontra-se sozinho em seu cativeiro. Seu nome é Che Guevara, ele fora delatado. Seu plano de iniciar na Bolívia uma guerra de guerrilha, que tinha por objetivo implantar o socialismo pela América Latina, havia falhado.

No cativeiro, mesmo deprimido, Che mantinha sua personalidade desafiadora, e no instante em que seu carrasco, o sargento Mario Terán, entra pela porta, Che diz:

“Sei que você veio me matar. Atire, covarde, você só vai matar um homem.”

No primeiro instante Terán exita, depois mira sua carabina M-2 em Che e puxa o gatilho. A primeira rajada atinge Che nos braços e nas pernas. A segunda é fatal, uma das balas penetra-lhe o tórax, enchendo seus pulmões de sangue.

Che Guevara morre. Um mito nasce.

Che Guevara não era um santo. Muitos de seus métodos e ações são discutíveis como por exemplo, fazer uma revolução a bala, dizimar quem não estava de acordo com suas ideologias ou as execuções realizadas sob seu comando em Cuba. Mas a noção de certo e errado em uma guerra é muito questionável, o buraco é bem mais em baixo. Não concordo com todos os seus atos, porém acredito que Che teve muitos mais pontos positivos do que negativos.

Che Guevara também não era um homem totalmente frio e inescrupuloso como seus inimigos pregam fielmente. Acima de tudo, Che tinha um lado humanitário muito forte. Sempre lutou contra a miséria e a alienação do povo, e nunca lhe interessou fazer um socialismo econômico sem uma moral comunista. Acreditava também que um revolucionário autêntico guia-se por sentimentos de amor e deve possuir sempre uma grande dose de humanidade, sentido de justiça e verdade para realizar atos concretos em prol dos menos favorecidos. Estas qualidades jamais lhe faltaram.

Che Guevara o Mito

Um dos fatores de seu sucesso e que mais chama a atenção em Che, não era o fato de ele ser um exímio estrategista e combatente, e sim a maneira justa e diferenciada como tratava aos menos favorecidos aliada à sua capacidade de inflamá-los e uni-los contra a opressão e miséria, fazê-los lutar por seus direitos básicos e por uma vida digna. O trunfo de Che em Cuba reside ai. Enquanto o exército de Batista se apropriava de tudo que lhe conviesse, inclusive das mulheres, os rebeldes respeitavam todos os camponeses, eram cordiais, honestos e pagavam generosamente tudo o que consumiam. Pouco a pouco os camponeses notaram que Che e os rebeldes não eram meros aproveitadores, mas sim pessoas que doavam sua carne e sangue para ajudá-los. Como resultado disso, surgiam verdadeiros laços de amizade e a cada dia, mais camponeses se uniam à revolução.

Che tinha falhas, mas acima de tudo era um humanitário, sempre lutou pela dignidade dos povos mais necessitados, se entregou de corpo e alma por seus ideais e uma coisa é indiscutível: o peso de Che Guevara e suas ações na história são o suficiente para transformá-lo no mito que ele é até hoje.

Sua história

Ernesto Guevara de La Serna, argentino de Rosário, nasceu em 14 de junho de 1928, filho de Ernesto Guevara Lynch e Célia de La Serna Guevara, família de classe média alta. Desde jovem Che era um ávido leitor e muito estudioso. Ainda estudante, em 1952, viajou com o amigo Alberto Granado pela América do Sul. Che se sensibilizou pela miséria e pobreza dos camponeses e identificou-se com as lutas e ações contra o despotismo dos governantes locais. Esta viagem é um marco para Che. Ele está decidido a vivenciar os novos processos revolucionários do continente e conclui que a única maneira de acabar com todas as desigualdades sociais é promover mudanças na política administrativa mundial.

Che Guevara e Alberto Granado na fronteira da Amazônia

Depois da formatura em Buenos Aires, já médico, inicia sua segunda e definitiva viagem pelos países da América Central. Na Guatemala, em dezembro de 1953, Che vivencia a derrubada do governo de Jacobo Arbenz, perpetrada pela Casa Branca, pela United Fruit Company e pelas forças militares reacionárias internas. As experiências na Guatemala delineiam para sempre sua consciência política. Che se auto define como revolucionário e desde então se posiciona contra o imperialismo norte-americano. Em 1954, instala-se no México e sobrevive como médico e fotógrafo. Através de Ñico López, um amigo das lutas na Guatemala, ele conhece Raul Castro que logo o apresenta a seu irmão mais velho Fidel Castro. Alista-se então na expedição para libertar Cuba.

Che Guevara atinge o auge, conhece a glória e torna-se um mito na vitoriosa campanha que derrubou uma ditadura e implantou o regime socialista em Cuba. Mas o início não foi fácil e Guevara se junta a um grupo de oitenta e dois homens que partem para Cuba em 1956 com Fidel Castro. Dos oitenta e dois, apenas doze sobreviveriam. O grupo se instala em Sierra Maestra e lá iniciam a luta contra o presidente cubano Fulgencio Batista. Aos poucos os rebeldes se fortalecem com a adesão de camponeses e o apoio popular até culminar a vitória em 1959. Em meios aos combates, Che naturalmente deixa de ser um médico revolucionário para tornar-se um líder seguido pelos rebeldes.

Che Guevara, Fidel e Raul Castro em Cuba

Após onze anos de serviços prestados a revolução cubana, afasta-se do poder, e decide dedicar-se a organizar ações de guerrilha em novos países. Em março de 1965, parte para o Congo para lutar contra a ditadura de Mobutu. Comandante supremo da operação atua ao lado de Kabila, mas fracassa por conta do seu total desconhecimento da região, costumes, crenças religiosas, psicologia e relações inter tribais de seus habitantes.

Che Guevara no Congo

Em novembro de 1966, reúne forças novamente e chega à Bolívia para organizar a luta armada contra o governo local. Tenta estabelecer uma base guerrilheira e iniciar uma luta para implantar o socialismo pela América Latina. Enfrenta dificuldades com o terreno desconhecido, é traído pelo PCB (Partido Comunista Boliviano) e sofre com a falta de adesão camponesa e com o número reduzido de homens. Este último fato pesou muito em sua derrota pois, para uma maior adesão popular era necessária uma atuação permanente em áreas povoadas e isto era impossível devido ao seu pequeno contingente. Após onze meses de ação guerrilheira, Che é delatado por uma pastora, capturado e assassinado.

Do Segundas Intenções

Por Cylene Dworzak Dalbon

Anúncio Pós-Humano Caros

Pós-Humano – o Desconcertante Mundo-Novo

As histórias de ficção científica estão saltando das telas dos cinemas e se tornando vida real. Robôs com capacidades maiores que a dos seres humanos, um super artefato projetado para reproduzir e comprovar, em menor escala, a teoria do Big Bang, que teria dado origem ao universo e, segundo algumas teorias, poderia vir a destruí-lo novamente. Estes e outros assuntos, como o conceito de tempo no mundo contemporâneo e nanoengenharia, compõem este especial da Revista Caros Amigos. Assustadoramente real, o especial traz ao leitor a perspectiva de um mundo comandado pelas máquinas, onde o homem será superado por sua própria criação.

Nas bancas de São Paulo a partir de hoje, 30 de novembro e com lançamento naional a partir do próximo dia 04, o novo Especial da Caros Amigos reúne uma série de reportagens que realmente parecem ter saído de filmes de ficção científica. Interessante e preocupante, a edição nos faz pensar na interferência do homem não só no meio ambiente (com a “moda” do aquecimento global), mas também nas transformações tecnológica. O risco de o homem se tornar submisso à sua própria criação pode gerar o fim da humanidade.

Excelente Especial pra quem se interessa ou não por tecnologia, afinal, não é só de tecnologia que este especial trata. Fala também de humanidade, política e futuro!

O Especial já está nas bancas! Garanta o seu!

À venda também pela Loja Virtual: www.carosamigos.com.br

Do Segundas Intenções

Por Cylene Dworzak Dalbon

Vivemos num país a beira da falência moral. A repercussão do filme Tropa de Elite é uma prova concreta disto. Eu confesso que, ao assistir ao filme, em determinados momentos, não segurei o riso ao ver o Capitão Nascimento exibindo sua autoridade distribuindo tapas na cabeça de seus comandados. Um riso nervoso talvez, mas foi um riso.

O pior de tudo é que a proposta do filme é muito diferente da que a maioria das pessoas enxerga. Tem gente que sai do cinema (ou depois da sessão com o filme pirateado em casa), repetindo mecanicamente as palavras dos agentes do BOPE, “bandido bom é bandido morto!”.

A sensação que tive depois desse filme, foi a de um caroço de abacate entalado na garganta. A sensação de impotência diante de uma sociedade que se habitua e se conforma com o nível de violência e barbárie que atingimos. E a pior sensação: a de que a culpa também é minha.

Ao ouvir algumas das opiniões sobre o filme, essa sensação só aumenta. Mas fico matutando que ninguém pensa no lado social e humano dessa história toda.

No filme, o Capitão Nascimento apresenta duas faces: a de policial incorruptível, honesto, frio e cruel com bandidos. Quando entra na favela, dá a ordem de atirar, mas sem querer saber em quem. Tem que matar alguém pra se impor, não importa quem seja. A outra face é a de pai, marido e cidadão, que chega a ter colapsos nervosos ao parar pra pensar na vida profissional que tem. A ironia maior é que, enquanto ele mata na favela, sua mulher está gerando um filho seu. A vida e a morte convivem lado a lado. Qualquer um entraria em colapso nervoso dessa maneira.

Quando a frase “bandido bom é bandido morto” é dita, ninguém pára pra pensar em quem irá matar. Frieza demais é usada pra esconder sentimentos. Ninguém mata (mesmo que seja parte de sua profissão, do jogo mato pra não morrer) e consegue dormir em paz. E se conseguir, essa pessoa é um sério risco pra sociedade. Mesmo que seja policial.

“Mas numa guerra se mata pra não morrer!”, também é uma expressão interessante. O autor da frase ou as pessoas que a repetem, também nunca pararam pra pensar que, se é uma guerra, mesmo que seja entre bandidos e policiais, nós somos os civis. E não é preciso um nível muito grande de inteligência pra saber que, em uma guerra, civis não valem muito. Se não matar ótimo, mas se matar, tudo bem.

Afinal, até que ponto estamos preparados para sermos civis? Até que ponto estamos preparados pra encarar essa realidade de frente e nos movermos em conjunto, como uma sociedade de verdade pra fazer algo mudar?

Até quando aceitaremos simplesmente a explicação de que isso é formado por um sistema muito complexo e cruel, onde não podemos fazer nada sozinhos? Até quando engoliremos , com apenas um copo d’água e um anestésico, esse caroço de abacate que entala na garganta quando olhamos pra esta realidade?

Até quando…?

Buscador GoogleVocê sabe quais palavras são mais procuradas pelo brasileiro na internet mais precisamente no google?

A lista varia muito entre personalidades famosas, grandes empresas, passando pelos grandes lançamentos do cinema, desenhos da moda, cantores e bandas famosas, utilidades para estudantes, pornografia, até acidentes como o da TAM e grandes manchetes dos jornais e por último e não menos importante ou não, inutilidades públicas.

Fica a pergunta. Hoje em dia alguém consegue viver sem um buscador?

Mate agora a sua curiosidade: (more…)

Você já conhece o del.i.icio.us? Está ferramenta é um marcador bem legal feito para ajudar a organizar os seus favoritos na web. O seu diferencial está novamente na interatividade, você pode compartilhar a sua lista com os outros e dar uma olhadinha no que os outros acham interessante. É muito simples e fácil de utilizar. O negócio é compartilhar, pode ter certeza que você receberá muito em troca.

Next Page »